Se você e sua comunidade desejam resolver o problema de poluição e contaminação das águas de sua bacia hidrográfica, basta procurar o MINISTÉRIO PÚBLICO de sua Comarca e solicitar providências, através de uma "AÇÃO CIVIL PÚBLICA", contra os poluidores. Não tem custo algum e suas gerações futuras vão agradecer muito!

DIA DA TERRA 2014

DIA DA TERRA 2014
O que fizermos para o nosso PLANETA TERRA será sentido e colhido pelos nossos filhos, netos e bisnetos nas próximas décadas. Poderão ser ações destruidoras ou benéficas...lembrem-se que nossas ações serão cobradas ou valorizadas por nossas gerações futuras! <\b>

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17 de abril de 2014

SABESP ADMITE RODÍZIO NOTURNO DE ÁGUA, SEGUNDO DOCUMENTO DA PREFEITURA DE SP




Documento da Prefeitura afirma que Sabesp já faz rodízio noturno de água

Ofício distribuído a gestores municipais, ao qual o ‘Estado’ teve acesso, relata que a companhia está reduzindo em 75% a pressão do abastecimento na cidade entre meia-noite e 5 horas; para especialistas, medida pode indicar racionamento

16 de abril de 2014 
Fabio Leite e Rafael Italiani - O Estado de S. Paulo
SÃO PAULO - Um documento interno da Prefeitura de São Paulo, distribuído nesta terça-feira, 15, a gestores municipais, relata que a Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) informou ao Comitê Gestor dos Serviços de Água e Esgoto da capital que já está reduzindo em 75% a pressão da água fornecida na cidade entre meia-noite e 5 horas. A medida, segundo especialistas, indica que o racionamento de água já está em curso na madrugada. A Sabesp nega a prática.
O ofício, ao qual o Estado teve acesso, é assinado pelo secretário municipal de Governo, Francisco Macena, com a data desta terça. Segundo o documento, o comitê gestor que acompanha o contrato de concessão do serviço de saneamento da capital foi informado pela Sabesp de que a pressão da água na rede de distribuição da cidade está sendo reduzida de madrugada de aproximadamente 40 metros de coluna d’água (m.c.a.) para 10 metros de coluna d’água.
"Na prática, essa redução deixa a água sem força suficiente para atingir alturas maiores do que 10 metros. Ou seja, acima dessa altura os reservatórios e as regiões mais altas podem apresentar dificuldades no abastecimento. Esse racionamento exige que a gestão pública municipal fique atenta ao impacto gerado na rede para não haver prejuízo dos serviços", diz o ofício. Procurada, a Prefeitura informou que não comentaria o teor do documento.
Impacto. O m.c.a. é a unidade que mede a pressão da água na rede a partir dos reservatórios de distribuição. Quanto menor o índice, menor o alcance da água. "A redução da pressão ajuda a diminuir a quantidade de perda de água por vazamento. A consequência disso é que, em lugares mais altos, a água pode ter dificuldade de subir pela tubulação, prejudicando o abastecimento. Não deixa de ser uma forma racionamento", explica o coordenador de Engenharia Civil do Centro Universitário da Faculdade de Engenharia Industrial (FEI), Kurt Amann.
Segundo Rubem Porto, especialista em recursos hídricos da Escola Politécnica da USP, além da redução dos vazamentos, a medida faz com que reservatórios, seja de casas ou de distribuição pública, "não recebam água se estiverem a mais de dez metros de altura". Ele diz que, nesses casos, "uma pessoa que não tem caixa d’água e mora em uma zona alta da cidade não vai conseguir tomar um banho durante a madrugada".
Porto acredita que a prática é a forma menos prejudicial de se economizar água em tempos de crise. "Racionamento é uma palavra que perdeu o sentido. Está se tomando uma providência que automaticamente se reduza o consumo. Isso é feito à noite, porque é um horário em que a população é menos prejudicada. A Sabesp tem de alguma forma reduzir o consumo de água com o menor prejuízo possível para a população", afirma.
Queixas. Os casos de falta d’água na capital começaram a se intensificar em fevereiro, logo após a Sabesp tornar público que o Sistema Cantareira, que abastece 47,3% da Grande São Paulo e parte da capital, estava em crise. A maioria das queixas feitas à reportagem relatava justamente a falta d’água no período noturno.
Os primeiros bairros a sofrer com o corte foram os da zona norte, que são abastecidos pelo Cantareira. Nas últimas semanas, porém, as reclamações se estenderam para regiões abastecidas pelos Sistemas Alto Tietê e Guarapiranga.
É o caso da assistente administrativa Selma Ferreira, de 46 anos, que mora na Vila Inglesa, em Cidade Ademar, zona sul. Ela ficou mais de 36 horas sem água. "Não pensei que pudesse faltar água tão rápido. Seria melhor se avisassem antes", disse. 
(notícia enviada pelo Professor Jarmuth Andrade)

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16 de abril de 2014

Rio Piracicaba amanhece coberto de espuma nesta Quarta Feira

 

 Rio Piracicaba amanhece coberto de espuma nesta Quarta Feira

O Rio Piracicaba amanheceu esta quarta feira coberto por uma espuma branca. A equipe do Bares Piracicaba passava pelo local e parou para registrar e apurar o ocorrido.

O Rio Piracicaba teve mais uma de suas manhãs que antes eram atípicas mas que estão sendo cada vez mais típicas. Mais uma vez, o rio amanheceu coberto por uma espuma branca, que podia ser vista no trecho entre a Ponte do Mirante e a Ponte do Morato. Em uma dessas manhãs que estão se tornando cada vez mais "corriqueiras", mais de 20 toneladas de peixes morreram no rio, em fevereiro.

A explicação que normalmente é dada para o surgimento de espuma no rio é a estiagem, a falta de chuvas. De fato, a falta de chuvas contribui muito para que a vazão seja baixa. Porém, não é apenas a falta de chuvas que contribui para isso. O Sistema Cantareira é outro grande culpado, já que através dele são desviados cerca de 30 m3/s de água para abastecer São Paulo (e destes 30 m3/s, cerca de 40% é perdido antes de chegar às torneiras dos paulistanos). 

Mas não é apenas a baixa vazão a responsável pelo surgimento de espumas. Muito menos a falta de chuvas (a CETESB divulgou uma nota à imprensa considerando a estiagem a única responsável pelo problema). O lançamento de esgoto, em boa parte in natura (sem que tenha passado por uma estação de tratamento de esgoto) contribui bastante. Primeiro por fazer com que a quantidade de oxigênio dissolvido diminua (devido ao maior consumo pelas algas e plantas aquáticas), segundo por conter detergentes (o mesmo que usamos na pia). Uma vez baixa a quantidade de oxigênio, ele, embora seja biodegradável, não se degrada e forma espuma.

De fato, a estiagem é responsável pela formação de espuma por diminuir a vazão do rio e, assim, concentrar mais os poluentes. Mas não é a única culpada, como muitos querem considerar, muito menos São Pedro. 

De forma bem resumida, podemos considerar duas situações. Na primeira temos um balde de água, no qual pingamos dez gotas de detergente. Na segunda temos um copo, no qual pingamos a mesma quantidade do mesmo detergente. No balde, não notamos a formação de espuma. Já no copo sim. Não podemos considerar que o que fez surgir a espuma no copo foi APENAS a pouca quantidade de água, desprezando ou desconsiderando a importância do detergente, já que por menor que fosse a quantidade de água não haveria a formação de espuma caso o detergente não estivesse presente nela.

Infelizmente casos como este estão se tornando cada vez mais comuns. Mas felizmente o aparecimento de espuma é bastante impactante, chama muito a atenção e até "revolta" as pessoas. Felizmente porque faz as pessoas buscarem respostas para as suas perguntas, acionarem a imprensa (que leva o fato a público através dos jornais e telejornais). E é justamente a imprensa que muitas vezes cobra resposta dos órgãos competentes e responsáveis pelo problema.

O que não podemos fazer é deixar de cobrar as autoridades, deixar de nos importarmos com o problema. Anualmente milhares de pessoas morrem em nosso país em decorrência de problemas e doenças relacionadas à péssima qualidade da água. Vale lembrar que a mesma água que deixamos (ou aceitamos como normal) poluírem (através do despejo de esgoto sem tratamento, por exemplo) nós usamos para tomar banho, para preparar o alimento dos nossos filhos.



Por: Antonio Claudio Sturion Junior (Eng. Agrônomo)
Foto: Carlos Oliveira

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14 de abril de 2014

15 de abril: Dia da Conservação do Solo



A data de 15 de Abril foi escolhida para o Dia da Conservação do Solo em homenagem ao nascimento do americano Hugh Hammond Bennett (15/04/1881- 07/07/1960), considerado o pai da conservação dos solos nos Estados Unidos, o primeiro responsável pelo Serviço de Conservação de Solos daquele país. Suas experiências estudando solos e agricultura, nacional e internacionalmente, fizeram dele um conservacionista dedicado. Também pela capacidade de comunicação de seus textos, muito conquistou para a causa mundial da conservação.
solo, também chamado de terra, tem grande importância na vida de todos os seres vivos do nosso planeta, assim como o ar, a água, o fogo e o vento. É do solo que retiramos parte dos nossos alimentos, ele atua como suporte à água e ao ar e sobre ele construímos as nossas moradias.
solo é formado a partir da rocha (material duro que também conhecemos como pedra), através da participação dos elementos do clima (chuva, gelo, vento e temperatura), que com o tempo e a ajuda dos organismos vivos (fungos, liquens e outros) vão transformando as rochas, diminuindo o seu tamanho, até que viram um material mais ou menos solto e macio, também chamado de parte mineral.
Logo que a rocha é alterada e é formado o material mais ou menos solto e macio, os seres vivos animais e vegetais (como insetos, minhocas, plantas e muitos outros, assim como o próprio homem) passam a ajudar no desenvolvimento do solo.
Eles atuam misturando a matéria orgânica (restos de vegetais e de animais mortos) com o material solto e macio em que se transformou a rocha. Esta mistura faz com que o material que veio do desgaste das rochas forneça alimentos a todas as plantas que vivem no nosso planeta. Além disso, os seres vivos quando morrem também vão sendo misturados com o material macio e solto, formando o verdadeiro solo.

A composição do solo

O solo é composto de quatro partes: ar; água; matéria orgânica (restos de pequenos animais e plantas); parte mineral (que veio da alteração das rochas, ou seja a areia da praia, o barro que gruda no sapato e o limo que faz as pessoas escorregarem).
Os quatro componentes do solo se encontram misturados uns aos outros. A matéria orgânica está misturada com a parte mineral e com a água.

Dentro do solo existem pequenos furinhos, que chamamos de poros do solo, onde ficam guardados a água e o ar que as raízes das plantas e os outros organismos necessitam para beber e respirar.
Como numa esponja que usamos para tomar banho, existe água e ar dentro do solo.

Como o solo é estudado e organizado

O solo é estudado nas pesquisas dividindo a parte mineral em três frações principais, de acordo com o seu tamanho: areia (a parte mais grosseira); silte (uma parte um pouco mais fina, ou seja o limo que faz escorregar) e argila (uma parte muito pequena que para ser visualizada necessita de microscópios muito possantes, ou seja, a mesma que gruda no sapato). Assim como o nosso corpo, o solo também tem uma organização. Como num bolo de aniversário que tem várias camadas, o solo também tem as suas camadas que são chamadas de horizontes do solo.

Como os solos se apresentam na natureza

As grandes diferenças na vegetação e nas plantações são em grande parte decorrentes dos diversos tipos de solos que ocorrem na natureza. Essa diversidade de solos reflete as variações dos fatores de formação que ocorrem na natureza.
Esses solos se apresentam com diferentes cores: amarela, vermelha, marrom, preta, cinza, azulada, esverdeada e branca. Além de possuir cor diferente, um determinado horizonte pode ser mais duro que outro, filtrar a água mais rápido e/ou deixar que as raízes cresçam mais depressa ou menos.

Degradação dos solos

Um solo se degrada quando são modificadas as suas características físicas, químicas e biológicas. O desgaste pode ser provocado por esgotamento, erosão, salinização, compactação e desertificação.
A utilização dos solos para o fornecimento de produtos agrícolas, por exemplo, não pode ser do mesmo tipo para todas as regiões brasileiras. Para cada uma, há um conjunto de fatores que devem ser devidamente analisados, para que os terrenos proporcionem uma maior produtividade.
A expansão das culturas de subsistência e a criação de animais para utilização pelos homens, os cultivos da cana-de-açúcar e do café e, mais recentemente, a da soja, têm sido realizados com rotinas inadequadas (isso desde a descoberta do Brasil pelos europeus), resultando em agressões aos elementos naturais, especialmente, ao solo e à água. Sempre tivemos uma rotina de "rotação de terras", sem a preocupação de qualquer programação para restaurar os solos e as florestas que foram esgotados.

Por falta de conhecimento, não só muitos agricultores e pecuaristas estão degradando intensamente os nossos recursos naturais, mas também madeireiros, garimpeiros e carvoeiros.
Quem mais utiliza tem ainda pouca consciência de que o solo, a água e as florestas são recursos naturais finitos e que, após a sua degradação, a recuperação pode ser irreversível. É fundamental a disseminação da idéia de que "é mais econômico manter do que recuperar recursos naturais".
Derrubada a vegetação e queimados os restos, os terrenos ficam sujeitos à ação direta da água da chuva, que provoca a erosão hídrica do solo, carregando os seus nutrientes. Em poucos anos, a terra torna-se empobrecida, diminuindo a produção agrícola e dos pastos. Agricultores e pecuaristas acabam deslocando-se para outras zonas, deixando para trás as áreas degradadas.
A ação da água da chuva sobre os terrenos continua sendo um dos principais agentes da degradação dos solos brasileiros. As terras transportadas dos terrenos pelas enxurradas são, em grande quantidade, depositadas nas calhas dos cursos d'água, reduzindo a sua capacidade de armazenamento da água da chuva, ocasionando inundações, com graves conseqüências socioeconômicas. O total de terras arrastadas pelas enxurradas é calculado em torno de 2 a 2,5 bilhões de toneladas, anualmente. Há prejuízos diretos e indiretos; há efeitos agora e haverá no futuro.

O que é Conservacionismo

O conservacionismo é a gestão, pelo ser humano, da utilização dos elementos da biosfera, de modo a produzir o maior benefício sustentado para a população atual, mantendo as potencialidades e o equilíbrio necessários às gerações futuras.

O conservacionismo compreende as atividades

De Manutenção (para serem utilizados, os recursos naturais sofrem modificações, mas são mantidas as suas peculiaridades e corrigidas as deficiências, se ocorrerem, sem lhes afetar a potencialidade - é a utilização conservacionista)
De Preservação (quando os ecossistemas não devem sofrer qualquer alteração. Uma área pode ser destinada à preservação, não só para que o solo não sofra a ação da erosão, como para a conservação dos componentes da biosfera local)
De Restauração ou Recuperação (quando um elemento natural necessita de processos que o capacitem a exercer suas funções primitivas, eliminando-se os fatores que concorrem para sua degradação).

Dia da Conservação do Solo
Conservação do Solo
Fonte: www.ibge.gov.br
Dia da Conservação do Solo

15 de Abril
Lei Nº 7.876 - 13/11/1989

Oficializado pela Lei Federal 7876, de 13 de novembro de 1989, o dia 15 de abril foi escolhido pelos conservacionistas em homenagem ao Dr. Hugh H. Bennett, grande defensor mundial da preservação dos recursos naturais.
É uma merecida homenagem a quem se dedica e trabalha para que nós, os principais beneficiários da natureza, nos empenhem na preservação desses elementos indispensáveis a nossa sobrevivência, como também da fauna e da flora.

Dia da Conservação do Solo
Conservação do Solo
Em razão das comemorações, o Ministério da Agricultura vai distribuir muda de “pau-brasil” nas 170 mil escolas de ensino fundamental do país, para que os alunos tenham bosques nos próprios estabelecimentos em que estudam. Vale lembrar que o "pau-brasil" foi a primeira essência florestal a ser explorada no território brasileiro, até seu esgotamento.
Portanto, o destaque dado aos programas ambientais é cada vez mais oportuno e essencial para despertar a consciência ecológica da população.
Fonte: CEDI Câmara dos Deputados


 
(material enviado pelo Professor Jarmuth Andrade)
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12 de abril de 2014

RIO DE MINHA TERRA

Rio Piracicaba - aquarela de Denise Storer)

(Poesia:Ivana Maria França de Negri)

Minha Terra tem um rio
Onde  cantam cachoeiras
E os peixes na piracema
Abundam nas corredeiras

Que não sequem suas águas
Ou se tornem poluídas
Pois da força desse rio
Dependem milhões de vidas.

Não permita Deus que eu morra
Noutro local do universo
Longe de Piracicaba
Tão cantada em prosa e verso



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ORAÇÃO A PIRACICABA

(Rio Piracicaba - foto de Fabio Spolidorio)

autor do poema: Hugo Pedro Carradore

Bendita, oh! Terra Minha, de filhos ilustres e tradições gloriosas,
Piracicaba, hino de amor, emoção e promessas ditosas...
Amo-te pelo esplendor de tua beleza,
pelo teu rio que serpenteia e cai em cachoeira de espuma branca,
onde o arco-íris nasce num véu de tanta pureza.
Amo-te pelo riso de tuas crianças, pelo encanto de tuas avenidas,
Pelas tuas paisagens e pelos teus amores.
Amo-te, pelas gotas de orvalho, lágrimas das noites piracicabanas,
Caídas nas pétalas das tuas flores.
Amo-te, pelo sangue de teus filhos derramado, mortos na luta de 32,
heróis venerados do berço pátrio.
Amo-te, quando levanto os olhos para o céu,
e vejo lá no alto do Bom Jesus, de braços abertos,
o Cristo  abençoando teus filhos que penetram o sagrado átrio.
Amo-te, pelo verde magnífico dos teus canaviais,
pela tua indústria, que é uma sinfonia de progresso.
Amo-te nos versos dos teus poetas
E na saudade de teu filho egresso.
Recebe, oh! Cidade terna, esta singela oração!
Mãe e noiva, que as palavras cheguem a ti, como a serenata de um violão,
nas madrugas brindadas pelo beijo das estrelas.
Noiva eterna namorada, pelo teu resplandecente véu,
Que eu expire em paz, sob o teu sagrado chão, tendo como mortalha o teu céu.

Amém.

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9 de abril de 2014

A Invasão da Paz – Rosa Pena

sãom1 modified

A invasão da paz

 ……         …..   ……..  
                           Rosa Pena

A água é pouca. Tem que cavar poço e dessalinizar. Peixe é muito.
Uma areia imensa. A vazante faz com que a água fique represada nos recifes. Eles chamam o fenômeno de “maré morta”. Sobram conchas, muitas, um sem fim delas. Lindas de doer.

Conheci Nazi catando-as. Eu caminhava pela praia e pegava algumas para minha neta.
Ela ofereceu-me um monte e depois caminhou comigo até a porta de sua casa. Aberta para todos a qualquer hora, mesmo sem ninguém a tomar conta. Lá não se fecha porta, nem se grita. Será que foi inspiração para o paraíso?

Encontrei uma infinidade de trabalhos maravilhosos de outros artesãos do lugar e muitos feitos pela minha nova amiga, com escamas de peixe e conchas. Ainda que não fossem lindos, seriam pelo momento, mas eram realmente de uma beleza extraordinária. Abençoados.
Sem precisar provar nada a ninguém me convidou para entrar e me deu mangas tiradas do pé naquele instante junto com a paz do silêncio (eu sempre quis o silêncio das línguas que nada têm a dizer).

Mostrou-me com sua serenidade o encanto que a vida tem, com pouco no bolso e muito na alma. Fui à casa de Nazi todos os dias em que estive em São Miguel dos Milagres.

No último dia pedi uma foto e ela me ofereceu um pente que emprestava a todas que ali passavam.

O pente limpinho. Meu coração também.

www.rosapena.com

eles vivem em paz


vazante


fotos por Rosa Pena

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O camarão está em defeso, vamos nos conscientizar e proteger esse animal !


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Seca curso do rio que abastece 43 cidades - Estiagem fez secar o leito de uma das corredeiras do Jaguari perto da Usina do Macaco Branco, Sousas, SP




Curso do rio Jaguari, um dos que compõe o Sistema Cantareira, está seco

Curso do rio Jaguari, um dos que compõe o Sistema Cantareira, está seco
Foto: Elcio Alves/ AAN
 
 
Um dos cursos d’água do Rio Jaguari no distrito de Sousas, em Campinas, desapareceu. A estiagem extraordinária em janeiro e fevereiro fez secar o leito de uma das corredeiras perto da Usina do Macaco Branco, no bairro Carlos Gomes, conhecida por ser um dos pontos mais belos do Jaguari na cidade.

Desde quando o consórcio PCJ foi criado, em 1989, o Jaguari foi eleito o rio para o abastecimento hídrico dos 43 municípios que fazem parte do grupo. Em 2002, o consórcio fez um estudo que previu que o rio seria a principal fonte de abastecimento de Pedreira e Campinas, entre outros municípios.

O “guardião do rio” José Mauro Moraes, de 50 anos, afirmou que a cena é inédita. Operador de usina no local há 30 anos, Moraes criou seus filhos brincando nas escondidas lagoas paradisíacas que se formam no local.

“A usina tem mais de cem anos, e pelos nossos registros isso nunca aconteceu antes. O rio nunca esteve tão baixo. É uma pena que vai tudo desaparecer com a nova barragem. Me dá uma tristeza”, disse.

O local será inundado pelo novo reservatório do Rio Jaguari, que deve estar pronto em 2018. Resignado, Moraes afirmou que se precisar sair do local voltará para sua cidade natal, Jaguariúna.
 
 “Mas para a zona urbana eu não volto não. Quero outro lugar parecido com esse. Aqui é um pedacinho do paraíso. Quem mora aqui tem muita sorte.”

Na zona rural de Sousas, o Jaguari se divide em dois leitos na época da cheia, de novembro a março, e forma piscinas naturais, que são a diversão dos moradores aos fins de semana. Mas por causa da falta de chuva, a calha de pedras está sem um fio de água.

A vida da população do Carlos Gomes, formada por pouco mais de uma dezena de sitiantes e algumas fazendas, gira em torno do rio.

São pessoas de hábitos simples, que gostam de cuidar da horta, do jardim e, principalmente, de pescar. Moraes é um dos que não conseguem mais pegar peixe no rio.

O volume de água pequeno na altura de Sousas, que tem ainda diversas pedras, força os animais a irem para pontos onde o Jaguari está mais caudaloso, já em Pedreira.

“Aqui não tem mais peixe não. Nem perco meu tempo tentando pescar alguma tilápia pequenininha.”

Jaguari

O ponto de medição de vazão mais próximo da Usina do Macaco Branco fica em Jaguariúna. Lá, o Rio Jaguari estava com 2,74 m3/s na última sexta-feira.

No mesmo dia do ano passado, o índice era de 7,67 m3/s.

O secretário executivo do Consórcio PCJ, Francisco Lahoz, explicou que o cenário atual do Jaguari em Sousas deveria ser observado somente nos meses de seca, depois de agosto.

Por causa da baixa vazão, o rio, que na época de chuvas cobre os bancos de areia e forma diversos cursos d’água, fica com apenas um curso.

“Isso é comum na estiagem do final do Inverno ou Primavera. Mas o fenômeno em abril mostra que a situação do rio é ainda mais grave do que pensávamos. Por isso nossos pedidos incessantes para o Sistema Cantareira não usar o volume morto. Para o rio não desaparecer.”

Segundo Lahoz, se o Cantareira continuar com a intenção de utilizar a reserva, a região corre o risco de ficar com rios intermitentes, que só ficam cheios em um período do ano, como ocorre no Nordeste.
 
 
 Usina Macaco Branco, no Rio Jaguari, na divisa de Campinas e
Pedreira. Créditos: Elcio Alves/ AAN
 
 
Para tentar amenizar a situação em pontos onde o Jaguari está quase seco, o Consórcio fez diversas solicitações de limpeza de calhas.

Ainda segundo Lahoz, em Limeira e Paulínia, onde a estiagem também é preocupante, o rio só está cheio porque recebe as águas do Rio Camanducaia.

“Por isso temos um trabalho muito forte de preservação e tratamento no Camanducaia também. Ele ajuda na saúde do Jaguari.”

Reservatório

Em 2014, o governo do Estado anunciou que um novo reservatório será construído no Jaguari para distribuição de água em Campinas e complemento do Sistema Cantareira.

As nascentes do rio estão localizadas em Minas Gerais, nos municípios de Sapucaí-Mirim, Camanducaia e Itapeva.

Ao juntar-se com o Rio Atibaia, o Jaguari forma o Rio Piracicaba, no município de Americana, seguindo até o município de Barra Bonita (SP), onde ocorre sua foz junto ao Rio Tietê.

http://correio.rac.com.br/_conteudo/2014/04/capa/campinas_e_rmc/166052-seca-curso-do-rio-que-abastece-43-cidades.html

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Consumidores de sete países querem que empresas respeitem a biodiversidade

biodiversidade
Imagem: Universidade do Estado da Bahia – UNEB

Pesquisa da União para o BioComércio Ético (UEBT), divulgada ontem (8), em Paris, apurou que 87% dos consultados esperam que as empresas respeitem a biodiversidade quando buscam ingredientes naturais para seus produtos. A UEBT é uma associação sem fins lucrativos que promove o Abastecimento com Respeito de ingredientes provenientes da biodiversidade. A pesquisa foi feita em fevereiro deste ano com 7 mil pessoas em sete países – França, Alemanha, Estados Unidos, Reino Unido, Colômbia, Vietnã e Brasil.

A preocupação é particularmente significativa entre consumidores de países emergentes, enquanto nos países desenvolvidos a concepção exata de biodiversidade não foi apreendida. Segundo a pesquisa, mais de 90% dos entrevistados no Brasil, Colômbia e Vietnã declararam ter ouvido falar sobre biodiversidade e quase a metade deles (49%) foi capaz de definir corretamente o termo. Isso representa o dobro do que ocorre nos Estados Unidos.

De acordo com a pesquisa Barômetro da Biodiversidade, os consumidores brasileiros são os que se mostram mais atentos em relação à conservação da biodiversidade e ao significado da palavra: 89% dos entrevistados esperam que as empresas reconheçam a importância da biodiversidade em suas políticas e 88% acreditam que devem dar sua contribuição pessoal no processo de preservação do meio ambiente.

A sondagem é feita desde 2009 e engloba empresas de alimentos, cosméticos e fármacos. Os consumidores se mostraram interessados também em saber como está a relação das empresas com seus fornecedores de matérias-primas.

A representante da UEBT para América Latina, Cristiane de Moraes, disse à Agência Brasil que, em geral, os países emergentes têm a biodiversidade como fonte de insumos para indústrias, o que faz despertar o interesse dos consumidores em torno dos ingredientes naturais. Além disso, a biodiversidade é visível em países como Brasil e Colômbia, onde as florestas são consideradas um bem comum da população.

Em torno de 88% dos consumidores entrevistados nas sete nações desejam que as empresas informem a preocupação com a biodiversidade por meio da internet e em anúncios publicitários. Já 87% disseram preferir encontrar as informações nas embalagens dos produtos. No Brasil, o percentual sobe para 95%. A pesquisa revela também que as pessoas valorizam selos de sustentabilidade na embalagem.

O levantamento indica que o número de pessoas que dão a definição correta de biodiversidade vem caindo na França, Alemanha, Reino Unidos e Estados Unidos desde 2012, quando atingiu 40%, passando para 39%, em 2013 e 37% este ano. Em outro sentido, os números apontam crescimento no Brasil. No mesmo período, o índice passou de 50%, em 2012, para 53% no ano seguinte e, agora, para 55%.

Cresceu o conhecimento sobre a biodiversidade desde 2009, diz a pesquisa. Ao mesmo tempo, retrocedeu o entendimento sobre o tema. Cristiane de Moraes salientou que, considerando que uma das metas da Convenção sobre a Diversidade Biológica (CDB) para 2020 é que a grande maioria da população mundial deveria conhecer o tema, há muito a ser feito.

“É preciso esforço extra para que o tema não somente seja de consciência do público, mas também que as pessoas estejam motivadas a valorizar ações de empresas que tratam de forma ética suas cadeias de abastecimento, onde é possível promover a conservação da biodiversidade através do uso sustentável dos seus recursos e, também, gerar valor para os produtores locais. Isso pode fazer diferença para um cenário socioeconômico saudável”.

No item em que foi perguntado se os consumidores levam em conta o respeito pelas populações locais quando compram uma determinada marca de cosmético, em termos de condição de trabalho, preço e salários justos, o Brasil lidera a pesquisa com 52%, superando a média entre os sete países abordados.

Em relação às 100 maiores empresas do segmento de beleza, a pesquisa da UEBT concluiu que somente 31 delas se esforçam para ter uma conduta de abastecimento favorável biodiversidade.
A UEBT destaca outras mensagens para o setor empresarial. De acordo com o Barômetro da Biodiversidade, 85% dos consumidores querem obter mais informações sobre os ingredientes naturais usados na fabricação dos produtos.

Reportagem de Alana Gandra, da Agência Brasil, publicada pelo EcoDebate, 09/04/2014

http://www.ecodebate.com.br/2014/04/09/consumidores-de-sete-paises-querem-que-empresas-respeitem-a-biodiversidade/

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UTI ambiental: revitalização de bacias hidrográficas I – artigo de Osvaldo Ferreira Valente

rio Madeira


 As nossas bacias hidrográficas estão perdendo a capacidade de produzir água com regularidade. Ou provocam cheias e inundações, conforme notícias frequentes, ou ameaçam com escassez nos períodos de estiagens. Quaisquer dos comportamentos provocam sofrimentos e reações de desconforto ou até de revolta. E se há mudanças no regime de chuvas, com muito mais razão precisamos rever os nossos conceitos de uso das bacias hidrográficas, que, até pela Lei das Águas, é a unidade básica de produção e uso de água.

Não é demais repetir, sempre, que na maior parte do território brasileiro, com exceção, talvez de algumas áreas do Semiárido nordestino, as bacias hidrográficas recebem, anualmente, grandes volumes de águas oriundas das precipitações pluviométricas. A bacia do Rio Doce, por exemplo, com área de 83.400 Km2 recebe volume anual em torno de 100 trilhões de litros d’água. Conforme já foi dito em outros artigos da série UTI ambiental, temos de saber, de cara, que aproximadamente 70 % deste volume volta à atmosfera por evapotranspiração, fenômeno importante na existência e processamento do ciclo hidrológico. Mesmo assim, ainda restam 30 trilhões de litros d’água para serem manejados ao longo da bacia. E é sobre esse manejo que passamos a fazer algumas considerações.

Revitalizar, segundo dicionários, é o conjunto de medidas que visam criar nova vitalidade, ou dar novo grau de eficiência a alguma coisa. Daí, talvez, venha a sensação muito comum de achar que revitalizar bacias hidrográficas resume-se na despoluição de suas águas, dando mais condições à vida nos cursos d’água que as drenam . Devemos, entretanto, preferir o significado de dar novo grau de eficiência à bacia hidrográfica que se encontra degradada e processando mal os volumes de água recebidos pelas chuvas. Há um erro, portanto, na constante insistência de se referir à revitalização de rios, quando a preocupação deve ser sempre com as bacias, pois os rios são produtos destas. Ouvi, dia desses, uma entrevista com um presidente de Comitê falando sobre o convênio de sua agência com uma autarquia que vai ajudar na produção de planos de saneamento básico para vários municípios de sua área de atuação. Tudo bem, nada contra os planos que são importantes. Mas há um erro de expectativa de resultados quando ele diz: “E  com isso nós vamos melhorar o índice de qualidade das águas da bacia e garantir o futuro desta bacia para todos”.  Nenhuma referência à quantidade de água. Vale mencionar, ainda, que a lei federal que instituiu os planos municipais de saneamento básico incluiu o abastecimento de água, mas diz que, nesse aspecto, ele (o plano) deve tratar “desde a captação até as ligações prediais”. Apesar de captação poder ter um significado mais abrangente, no entendimento usual ela refere-se apenas ao ponto de coleta de água.

E revitalizar bacias é uma tarefa para a hidrologia e para o manejo de bacias hidrográficas. E manejo de bacias hidrográficas é a ciência e arte de usar racionalmente os recursos naturais da bacia, visando produção de água em quantidade e qualidade. É preciso ficar claro, portanto, pela abrangência do conceito exposto, que a revitalização não é um trabalho a ser dominado apenas por hidrólogos e sanitaristas, com origem na engenharia civil e, mais recentemente, na engenharia ambiental. Vejo, com preocupação, algumas licitações exigirem um determinado profissional, quando a revitalização é um trabalho tipicamente multidisciplinar. Vale ressaltar, também, que estudos hidrológicos que não venham acompanhados, logo, de propostas de manejo das respectivas bacias são estéreis e acabam perdidos em gavetas burocráticas. As condições das bacias estão mudando rapidamente, pela dinâmica acelerada da degradação, e ficamos vendo diagnósticos serem feitos e refeitos e recursos financeiros usados e desperdiçados.

Não me canso de repetir, em meus artigos sobre o assunto, que a preocupação com a produção de quantidade de água deve preceder a da qualidade. Se a água está poluída, há sempre a possibilidade, mesmo que cara, de torná-la apta para determinados usos. Mas se ela não está disponível, não há nada afazer. E produção de água, nas regiões mais habitadas do país, está muito concentrada em aquíferos e nascentes posicionados em propriedades rurais, dedicadas a atividades agropecuárias e florestais. E para garantir o bom funcionamento desses aquíferos, dessas nascentes e dos córregos, ribeirões e rios assim formados e mantidos, os trabalhos têm que começar pelo emprego de tecnologias capazes de aumentar a quantidade de água infiltrada, não apenas nas áreas de APPs, mas principalmente nas áreas cultivadas. E, para isso, vamos precisar da colaboração de produtores rurais, de engenheiros agrônomos, de engenheiros florestais e de técnicos de nível médio, especializados em assuntos rurais.

O trabalho é essencialmente de campo e de nada adiantam os relatórios pomposos, recheados de fórmulas e de modelos matemáticos, oriundos de estudos hidrológicos, teóricos, mas que são áridos para o pessoal de campo. Os conceitos hidrológicos aplicáveis à produção de água não precisam de tais sofisticações; podem ser desenvolvidos por sequências de cálculos ao alcance dos técnicos que estão lá na origem de tudo, ou seja, trabalhando com os produtores rurais que ocupam milhares de pequenas bacias hidrográficas que se juntam para formar as grandes.

Infelizmente, os Comitês de Bacias e suas respectivas Agências, já em operação, ficam pressionados por grupos fortes e que preferem trabalhar em estudos e levantamentos que levem a obras de engenharia que, como todos sabemos, despertam grande interesse dos políticos que militam nas diversas instâncias do poder. E é uma pena que a academia também comece a cometer pecados semelhantes, com base no princípio de que se é possível complicar, para que simplificar.

Ao fim e ao cabo, e como eu não gosto só de criticar, prometo, no próximo artigo da série UTI ambiental, discutir um roteiro de planejamento para revitalização da capacidade de produção de água de pequenas bacias hidrográficas, que pode servir para um plano mais simples e, também, para outro mais elaborado.

Osvaldo Ferreira Valente é engenheiro florestal, especialista em hidrologia e manejo de pequenas bacias hidrográficas, professor titular, aposentado, da Universidade Federal de Viçosa (UFV) e autor de dois livros sobre o assunto: “Conservação de nascentes – Produção de água em pequenas bacias hidrográficas”e “Das chuvas às torneiras – A água nossa de cada dia”; colaborador e articulista do EcoDebate .( valente.osvaldo@gmail.com)

EcoDebate, 09/04/2014

http://www.ecodebate.com.br/2014/04/09/uti-ambiental-revitalizacao-de-bacias-hidrograficas-i-artigo-de-osvaldo-ferreira-valente/

BLOG SOS RIOS DO BRASIL
ÁGUA - QUEM PENSA, CUIDA!

Ação do Projeto Abrace o Boto-Cinza na ilha de Jaguanum - Mangaratiba - Rio de Janeiro

Fonte: Acervo IBC
Nesse fim de semana foi realizada uma ação do  Projeto abrace o Boto-Cinza, que é uma realização do IBC, com patrocínio da Petrobras.  Biólogos e voluntários tiveram a missão de transmitir a importância de preservar o boto-cinza e o ecossistema marinho. Foram 2 dias de muita aprendizagem, sensibilização e troca de informações.


Na sexta-feira, dia 4, foram realizadas palestras educativas, pela educadora ambiental Monique, para as crianças e adolescentes. Nelas, foram abordados temas como biologia e ecologia do boto-cinza, preservação e meio ambiente. É importante esse tipo de atividade, pois amplia o conhecimento sobre a importância de preservar a natureza, criando assim, cidadãos conscientes.

Fonte: Acervo IBC

No mesmo dia foi realizada uma palestra devolutiva, pela bióloga marinha Kátia, para as crianças e adolescentes. Nela, foram apresentados resultados da pesquisa que o IBC faz sobre a interação da pesca com o boto-cinza desde 2012. Todos os dados obtidos através dos questionários de pesca foram explicados para que todos compreendessem a importância da cooperação dos pescadores durante as entrevistas e a boa relação que o IBC conquistou ao longo do tempo com a comunidade pesqueira, mostrando assim, que todos são beneficiados e precisam um do outro.

Fonte: Acervo IBC
                                                                                          
No sábado, dia 5, foi montada uma tenda itinerante na praia com painéis sobre a biologia do boto-cinza, coleção de esqueletos, exposição de fotos, brincadeiras para as crianças, entre outras atividades. A tenda itinerante é uma importante ferramenta para sensibilizar a comunidade local e os turistas.

Fonte: Acervo IBC
                                                                     
Fonte: Acervo IBC
                                                                                         
Na mesma tenda, tivemos a ilustre presença de um biólogo do Inea, Ed Bastos, e sua aula prática de biologia marinha. Ed coletou diversos animais e mostrou ao público a sua importância, alertando sobre os problemas causados pelo lixo marinho. No fim da aula, os animais foram devolvidos aos seus respectivos locais sem causar nenhum dano aos mesmos.
Aqui é possível conferir um pouco dessa aula incrível: Vídeo da aula prática


Fonte: Acervo IBC
                                                                                            

Foi realizada também uma exposição de fotos sobre a comunidade pesqueira da Ilha de Jaguanum, despertando a curiosidade e o interesse de todos os moradores.
                                                            
E por fim, houve uma saída de turismo de observação de botos-cinza com a monitoria do guardião ambiental Jackson, 17 anos. Foram avistados cerca de 50 botos!

Fonte: Acervo IBC